<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2869042615927010278</id><updated>2011-07-08T01:48:25.199-03:00</updated><title type='text'>[meu]-[canto]-[tem]-[trilha]</title><subtitle type='html'>"Dentro  de  cada  pessoa  tem  um  cantinho  escondido
decorado  de  saudade  Um  lugar  pro  coracão  pousar
Um  endereço  que  frequente  sem  morar Ali na esquina do sonho com a razão No centro do peito No largo da ilusão".</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>joubert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10940395552739298017</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_efLexswWFfQ/R1apOakvU9I/AAAAAAAAAAM/VDyzP3K7Yag/S220/Joubs_blogger.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>25</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2869042615927010278.post-4813300548076875925</id><published>2010-05-10T13:26:00.002-03:00</published><updated>2010-05-10T13:26:41.055-03:00</updated><title type='text'>As soleiras de um pisar no mar-areia</title><content type='html'>Estou há mais de quinze dias no Piauí, não exatamente em Teresina, mas na cidade de Luis Correia, bem próximo de uma praia com a qual venho criando relações bem fortes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrever na areia evidencia um corpo vibrante. Como Sofia escreveu semana antes das comunicações da fia: um entre o potencial de mim e certa especificidade de mim. Para Sofia, as soleiras das portas. Para mim, o ir e vir do mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observar o outro escrever, a partir de uma palavra minha escrita na areia, também me faz alterar a percepção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que soleiras, então, eu consigo ver/sentir/percepcionar nesse pisar no mar-areia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando vou lá, sinto o vento bater no meu corpo e atiçar minha mente. Estendo a mão na horizontal como se fosse apertar a mão de alguém. O vento bate nela, me diz algo. Começo a girar. Pés firmes para um giro que se encontra e se distancia do vento. Sons que dizem que vc não estás só, Joubert, e, ao mesmo tempo, dizem que estás sozinho, mas não deves recuar. Giro em espiral de sensações. Sinto-me criança, uma criança que fala e escreve palavras sem idioma, mas fala e escreve. Fazer é pensar. Preciso me mover, fisicamente. Criatura que não se move não pensa... Virar bicho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois o estar-junto de outro modo agora tem me feito rememorar muita coisa que vivi em Lisboa, e ainda vivo. Não quero coisas pré-fabricadas, mas sinto que colaborar é também considerar que isso existe, que mesmo num ambiente pensado como colaborativo, a colaboração só vai acontecer quando na sutileza dos pequenos e casuais encontros, o movimento urgir outras relações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, acordo cedo, viro bicho um bocadinho, saio com meus caderninhos a ler durante o café da manhã, gravador na mão para me ouvir etc...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, por exemplo, conversei com Samuel da Guiné Equatorial. Falamos de como precisamos ser a mudança que queremos no mundo. Ele disse que sente a dança muito nela mesma, não consegue permear a dança brasileira. Eu falei de curiosidade no pesquisar juntos. As palavras ficção e fricção nos mobilizaram...aquela foto que tirei e imprimi no jornalzim que fiz ai... Não chegamos a lugar nenhum, mas ambos saimos diferentes...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2869042615927010278-4813300548076875925?l=meucantotemtrilha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/feeds/4813300548076875925/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2869042615927010278&amp;postID=4813300548076875925' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/4813300548076875925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/4813300548076875925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/2010/05/as-soleiras-de-um-pisar-no-mar-areia.html' title='As soleiras de um pisar no mar-areia'/><author><name>joubert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10940395552739298017</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_efLexswWFfQ/R1apOakvU9I/AAAAAAAAAAM/VDyzP3K7Yag/S220/Joubs_blogger.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2869042615927010278.post-6466245028164823325</id><published>2010-02-22T17:51:00.001-03:00</published><updated>2010-04-03T08:31:28.179-03:00</updated><title type='text'>Para não esquecer...</title><content type='html'>Lembrar o não esquecer,&lt;br /&gt;não esquecer o lembrar.&lt;br /&gt;Diariamente, lembro de muitas coisas, coisas que vêm sem pedir permissão, outras que não gosto muito que venham. &lt;br /&gt;Mas nesse ginasticar da lembrança, venho pensando muito no não esquecer. &lt;br /&gt;Não esquecer esse vai-e-vem, esse vem-e-vai, de muitas coisas. &lt;br /&gt;Lembro do to be Joubert e agora tento não esquecer o to be Joubert. &lt;br /&gt;Pois antes do nascer eu já caminhava e ainda caminho, memórias que são memória viva e pulsante. &lt;br /&gt;Quem tem medo? &lt;br /&gt;Eu tenho, assumo. &lt;br /&gt;Já tive mais. &lt;br /&gt;Pois a cada momento de entrega consciente percebo-me no meu caminhar e fico surpreso. &lt;br /&gt;Como? &lt;br /&gt;Somos experencia, mas experiencia como o que fazemos com o que nos acontece. &lt;br /&gt;Nascer é um acontecimento para o mundo, dentro para fora. &lt;br /&gt;Antes também, logo, nascer é a continuidade de um caminhar.&lt;br /&gt;Um to be qualquer coisa que sou eu que está aqui e, ao mesmo tempo, está por vir. &lt;br /&gt;Por que então a mágoa? o rancor? a ferradura? a ancora? o medo? o pecado? o não ser? o cair? a incertaza? o acidente? o erro? &lt;br /&gt;Ainda não sei, eis o de-vir.&lt;br /&gt;Hummm, mais importante talvez do que o de-vir ou dever ser alguma coisa, é o de-ir do caminhar...&lt;br /&gt;Perdi-me nas palavras, sei. &lt;br /&gt;Foi de propósito. &lt;br /&gt;Para não esquecer que.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2869042615927010278-6466245028164823325?l=meucantotemtrilha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/feeds/6466245028164823325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2869042615927010278&amp;postID=6466245028164823325' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/6466245028164823325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/6466245028164823325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/2010/02/para-nao-esquecer.html' title='Para não esquecer...'/><author><name>joubert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10940395552739298017</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_efLexswWFfQ/R1apOakvU9I/AAAAAAAAAAM/VDyzP3K7Yag/S220/Joubs_blogger.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2869042615927010278.post-3230995326674813863</id><published>2009-12-31T14:38:00.008-03:00</published><updated>2009-12-31T14:44:01.040-03:00</updated><title type='text'>E depois: no estourar da bolha ... você vai descobrir quê.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br\&gt;&lt;br /&gt;O ano de 2009 foi vivido e só agora escrito.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como uma tentativa de documentar, é falha. Parece-me mais um grito que rompe o silêncio que o gestou, geriu. Uma bolha prestes a explodir e que somente agora o faz. E essa bolha não é esse ano bom não escrito mais vivido. Mas sim, essa bolha é a infância também vivida e não escrita que pulsa e permanece. Os porquês eu talvez saiba. Evidenciam-se a cada ano vivido ou mal vivido, escrito ou não escrito.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fui uma criança inventiva, criativa, sorridente até uns 9 anos, lembro. Depois disso, algo mudou em mim. Fiquei intropectivo. Não sabia muito o porquê na época. Somente percebia o quão as pessoas eram maquiavélicas. Ou então, maleducadas. Ou ainda, previsíveis demais a ponto de aceitar o que lhe é estranho, desconhecendo que a própria natureza humana o é, desconhecimento este que parece ser camuflado ou não admitido quando defronte, ou de frente, ao estranho à flor da pele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso, fui uma criança à flor da pele. Desejo pela vida aflorado, mas já tendo que desenvolver estratégias para se adaptar e continuar de um jeito mais humano. Sinto que depois dos oito ou nove anos, perdi um pouco essa conexão. E me parece que essa sensação de atraso é, de fato, esse perder conexão com algo que nem se sabe muito bem, esse mundo que tentamos viver. Nasci de nove meses e mais alguns dias, parecia que não queria estrear no mundo. Hoje tenho 32 anos e essa sensação é viva, no entanto, transformada no que posso arriscar dizer uma consciência inconsciente de si.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez por isso, o ser nômade que tenho sido, e me tornei, nos últimos três e poucos anos. Novamente a bolha, faz sentido então falar de bolha, ou estufa, ou exílio forjados e necessários.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso me fez uma pessoa diferente. Não que não goste de pessoas. Tenho a sorte de ter amigos tão diferentes como eu, que os admiro, eles sabem disso um pouco, pois aprendi a demonstrar mais, apesar de me esconder, muitas vezes, na desculpa de ser alguém que ama sutilmente, ou que, por tanto medo de amar, ou deixar isso claro, foge um pouco, mas nem por isso ama menos. Tanto que aprendi com um amigo-amor a dizer "eu te amo", sem medo do clichê, já que os malfalados clichês talvez seja a forma que a vida nos ajuda a nos conectar com as redundâncias humanas que têm algum porquê menos capitalista, espero, de insistirem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que a bolha que estoura, ou a vida ou eu mesmo a faço estourar, esconde outra bolha. Um escritor que gosto mas não li muito, mesmo tendo boa parte de seus livros, usou a analogia do "poço" pra dizer o que digo agora de outro modo, menos nesse vetor de força para baixo e mais como vetores de força que divergem e convergem, enfim, um exercício de uma paráfrase urgente e um plágio vital inevitável:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Primeiro&amp;nbsp;a bolha estoura e você cai. Mas não é ruim cair depois que a bolha estoura assim de repente? No começo é. Mas você logo começa a curtir as bolhas da bolha. O limo das bolhas da ex-bolha. A umidade da nova bolha. A água da segunda bolha. A terra da última e hipotética bolha. O cheiro da primeira bolha. A bolha das bolhas na bolha. Mas não é ruim a gente ir caindo-entrando nas bolhas das bolhas sem fim? A gente não sente medo? A gente sente um pouco de medo mas não dói. A gente não morre? A gente morre um pouco em cada bolha. E não dói. Morrer não dói. Morrer é entrar noutra. E depois: no estourar da bolha da bolha da bolha da bolha você vai descobrir quê.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2869042615927010278-3230995326674813863?l=meucantotemtrilha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/feeds/3230995326674813863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2869042615927010278&amp;postID=3230995326674813863' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/3230995326674813863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/3230995326674813863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/2009/12/e-depois-no-estourar-da-bolha-voce-vai.html' title='E depois: no estourar da bolha ... você vai descobrir quê.'/><author><name>joubert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10940395552739298017</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_efLexswWFfQ/R1apOakvU9I/AAAAAAAAAAM/VDyzP3K7Yag/S220/Joubs_blogger.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2869042615927010278.post-3641777370380621536</id><published>2008-11-30T13:05:00.003-03:00</published><updated>2009-12-31T14:13:59.809-03:00</updated><title type='text'>Aprendendo a (si) (se) perdoar para ser (eu) o mesmo de outro modo...</title><content type='html'>&lt;br\&gt;&lt;br /&gt;Num dia em que mais me diverti, de que senti uma plena liberdade de ser e dançar, foi o mesmo dia em que minha malícia vacilou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez porque queria um pouco de atenção.&lt;br /&gt;Talvez porque gosto de correr riscos por ser um romântico não confesso.&lt;br /&gt;Talvez porque sou curioso demais.&lt;br /&gt;Talvez porque tendo a achar a vida dos outros mais interessante que a minha.&lt;br /&gt;Talvez porque, mesmo com pés no chão, vivo no mundo da lua.&lt;br /&gt;Talvez porque o outro represente a possibilidade de novos entendimentos de mundo.&lt;br /&gt;Talvez porque o desconhecido pareça mais intigante que os lugares comuns.&lt;br /&gt;Talvez porque eu não tinha a noção de que os lugares excluem, sutilmente, quem se revela uma ameaça ao gueto.&lt;br /&gt;Talvez porque não tenha me apaixonando tanto quando poderia ou tanto&amp;nbsp;quanto deveria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos não gostam de talvezes. Ou os sins. Ou os nãos. Mas tenho aprendido que eles são melhores, nos colocam em situações que, por&amp;nbsp;piores que também sejam, nos fazem refletir e, principalmente, ponderar e se, e a si, perdoar. Por nossas incompletudes. Ou como um amigo&amp;nbsp;falou, que o melhor da vida é atentarmos para o fato de que estar-podendo-conquistar é uma grande privilégio. Pondendo é também sentido de dúvida, como o talvez, mas é igualmente gerúndio, continuidade da/da ação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado mais de um mês desse dia em que senti a liberdade plena, sou outro. Como uma fênix que ressurge das cinzas para ser o eu mesmo (inquieto) de outro modo (sereno). Ou o contrário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2869042615927010278-3641777370380621536?l=meucantotemtrilha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/feeds/3641777370380621536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2869042615927010278&amp;postID=3641777370380621536' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/3641777370380621536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/3641777370380621536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/2008/11/aprendendo-si-se-perdoar-para-ser-eu-o.html' title='Aprendendo a (si) (se) perdoar para ser (eu) o mesmo de outro modo...'/><author><name>joubert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10940395552739298017</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_efLexswWFfQ/R1apOakvU9I/AAAAAAAAAAM/VDyzP3K7Yag/S220/Joubs_blogger.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2869042615927010278.post-8223664169375594890</id><published>2008-05-25T10:22:00.019-03:00</published><updated>2008-05-25T11:40:55.001-03:00</updated><title type='text'>Simplicidade de diamante</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_efLexswWFfQ/SDlvnkR3uLI/AAAAAAAAADU/hrlZdlyOZWI/s1600-h/blog_meucanto.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_efLexswWFfQ/SDlvnkR3uLI/AAAAAAAAADU/hrlZdlyOZWI/s1600-h/blog_meucanto.jpg"&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5204313569947531442" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 292px; CURSOR: hand; HEIGHT: 167px" height="209" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_efLexswWFfQ/SDlvnkR3uLI/AAAAAAAAADU/hrlZdlyOZWI/s320/blog_meucanto.jpg" width="328" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="right"&gt;I.&lt;br /&gt;Acordar cedo, antes das seis da manhã, antes mesmo de tomar um café ou coisa parecida, meio ainda em estado de sono, parece ser a atitude mais sensata em tempos de "desentabilização de expectativas" e "aceleração da rotina". De preferência, com algo pra ler no caminho, com algo pra ouvir nessa trilha. Talvez o usufruto mínimo burguês na busca de outras experiências, mais humanas e menos de consumo. Em cheque, os hábitos que se consolidam sem ao&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;menos nos darmos conta.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;II.&lt;br /&gt;Pois, se o mundo onde vivemos hoje, esse mundo de "homens livres" para fazer o que quiser, nos ilude com falsos caminhos, precisamos de estratégias de subversão para que possamos, por alguns momentos epifânicos, efêmeros e periódicos, perceber aquilo de que somos feitos, ficar de frente daquilo de que somos e estamos sendo feitos, a todo momento.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;III.&lt;br /&gt;Sinto-me um homem livre sim. Mas preso também. Nesse paradoxo que não é só meu, como aguçar o olhar para o que nos é singular, para reconhecer nossa força no que ganhamos e no que perdemos. Perdas e ganhos que nem todo mundo precisa saber, talvez ninguém.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;IV.&lt;br /&gt;Que as perdas nos fazem ver nossas fragilidades, o que realmente queremos para que estas tais perdas sejam possibilidades. Que os ganhos, na mesma lógica, são relativos e nos fazem ver também nossas potencialidades e para onde elas estão sendo canalizadas, que bem e bens trarão ao mundo e a mim.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;V.&lt;br /&gt;Tenho tentado refletir assim. É o processo que implica em reconhecer o que somos capazes, o que não somos capazes e o entre essas duas situações. Um entre que pode ser entendido como coisas que temos de fazer, mesmo com competências questionáveis, mesmo que falte fôlego, porto, cais, rocha.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;VI.&lt;br /&gt;É ser um IN-capaz, cuja força está em nós mesmos e, ver isso, pode nos ajudar a ser alguém melhor, bem-sucedido, evolutivamamente. Quero dizer, de permanecer, de continuar, entendendo restrições como possibilidades, e não como provações e limitações, mesmo que, na maioria das vezes, pareça isso, mesmo que tenhamos sido educados para ser assim, até por nós mesmos.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;VII.&lt;br /&gt;Que sempre faltará coisas, sempre haverá algo&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;"ausente que atormenta".&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;VIII.&lt;br /&gt;E é isso, penso eu, que nos faz sermos humanos. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;De ainda acreditarmos que uma vida boa e confortável&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;é uma vida simples: &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;simplicidade de diamante.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;IX.&lt;br /&gt;Palavras-chave: No hay.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_efLexswWFfQ/SDlvnkR3uLI/AAAAAAAAADU/hrlZdlyOZWI/s1600-h/blog_meucanto.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2869042615927010278-8223664169375594890?l=meucantotemtrilha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/feeds/8223664169375594890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2869042615927010278&amp;postID=8223664169375594890' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/8223664169375594890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/8223664169375594890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/2008/05/daquilo-de-que-somos-feitos.html' title='Simplicidade de diamante'/><author><name>joubert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10940395552739298017</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_efLexswWFfQ/R1apOakvU9I/AAAAAAAAAAM/VDyzP3K7Yag/S220/Joubs_blogger.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_efLexswWFfQ/SDlvnkR3uLI/AAAAAAAAADU/hrlZdlyOZWI/s72-c/blog_meucanto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2869042615927010278.post-1452412577156053352</id><published>2008-04-30T07:05:00.004-03:00</published><updated>2008-04-30T07:10:58.830-03:00</updated><title type='text'>Saberes que contam</title><content type='html'>Eis o exercício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como criar, então, outros hábitos se nem, ao menos, nos esforçamos para questionar as ações que regem nosso dia a dia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como valorizar a riqueza inesgotável do mundo e do presente, se somos educados e nos deixamos educar para desperdiçar a experiência que nos singulariza e não é percebida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como buscar alternativas para o coletivo, se ainda usamos as mesmas estratégias dos que nos oprimem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como conceber uma ação-manifesto que, ao invés de gritar e sair nas ruas, tenha um caráter de levante, de ações engenhosas e eficazes, e não de divãs?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ser mais coerente com a nossa realidade cultural, que é rica e diversa, e fortalecer o que já existe de forma precária e invisível?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, como transformar ausências em presenças, politicamente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Fragmento da critica escrita por mim para o Dia Internacional da Dança, 29.abril.2008, publicada no caderno Vida &amp;amp; Arte, do jornal O POVO (CE).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2869042615927010278-1452412577156053352?l=meucantotemtrilha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/feeds/1452412577156053352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2869042615927010278&amp;postID=1452412577156053352' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/1452412577156053352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/1452412577156053352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/2008/04/saberes-que-contam.html' title='Saberes que contam'/><author><name>joubert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10940395552739298017</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_efLexswWFfQ/R1apOakvU9I/AAAAAAAAAAM/VDyzP3K7Yag/S220/Joubs_blogger.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2869042615927010278.post-1128599169593234282</id><published>2008-03-25T03:56:00.003-03:00</published><updated>2008-03-26T13:21:10.599-03:00</updated><title type='text'>Sono da tarde</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;[{(já há algum tempo...)!}?]&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Um dia,&lt;br /&gt;Numa tarde sonei...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sono com sonho,&lt;br /&gt;Sono com pesadelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonhei com um homem&lt;br /&gt;O homem da minha vida&lt;br /&gt;Que existia,&lt;br /&gt;Mas até agora&lt;br /&gt;Só nesse sono-sonho&lt;br /&gt;De um dia,&lt;br /&gt;De uma tarde quando sonei...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi coisas nítidas, sim&lt;br /&gt;Ele tinha um filho, feliz&lt;br /&gt;E havia um homem, promiscuo&lt;br /&gt;Outro que não era ele&lt;br /&gt;Que, rindo,&lt;br /&gt;Me perseguia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Certa hora, fitei o olho&lt;br /&gt;Nesse homem, não o outro&lt;br /&gt;Mas o da minha vida&lt;br /&gt;Que existia nesse sono da tarde&lt;br /&gt;Nesse sonho taciturno&lt;br /&gt;Nesse sono-sonho-quase-pesadelo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei para ele e tive a certeza&lt;br /&gt;Algumas dessas certezas epifânicas&lt;br /&gt;Que ele era o homem da minha vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho de encontrar o dito&lt;br /&gt;Para ele ser, de fato, da minha vida.&lt;br /&gt;E não a lembranca perdida&lt;br /&gt;De um sono da tarde&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois um dia,&lt;br /&gt;Numa tarde sonei,&lt;br /&gt;E quando sonei...&lt;br /&gt;Sono com sonho,&lt;br /&gt;Sono com pesadelo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi um homem&lt;br /&gt;O homem da minha vida&lt;br /&gt;Que existia,&lt;br /&gt;E existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que esse homem&lt;br /&gt;Esse da minha vida&lt;br /&gt;Não era eu,&lt;br /&gt;Nem fui eu,&lt;br /&gt;Nem sou eu...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Já há algum tempo.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2869042615927010278-1128599169593234282?l=meucantotemtrilha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/feeds/1128599169593234282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2869042615927010278&amp;postID=1128599169593234282' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/1128599169593234282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/1128599169593234282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/2008/03/sono-da-tarde-j-h-algum-tempo.html' title='Sono da tarde'/><author><name>joubert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10940395552739298017</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_efLexswWFfQ/R1apOakvU9I/AAAAAAAAAAM/VDyzP3K7Yag/S220/Joubs_blogger.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2869042615927010278.post-3507483127037727802</id><published>2008-02-25T20:13:00.009-03:00</published><updated>2008-02-27T11:05:41.187-03:00</updated><title type='text'>De uma vez só. De uma vez, só</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;Que trilha fará alguém ou algo andarilhar mais que um passo a mais e mais que um passo a menos sem que falte fôlego p'ra prosseguir ou simplesmente seguir em frente sabendo que ir é vir e vir é ir sem cessar e sem saber cessar e sem saber acessar o que é imprevisto mas nem por isso improvável de acontecer e de permanecer como um desejo outro que é legítimo por ser seu e meu mas é ilegítimo por ser mais do outro que seu e meu o que não é necessariamente ruim pois dizem digo que o que é meu o que é seu tá guardado bem guardado bem bem guardado bem bem bem guardado mesmo que até parece que não existe mas existe pois se não existisse não estaria aqui a alimentar uma trilha que parece não ter fim que parece não ter sim que parece não ter dono que parece não ter sono que parece não ter preço e vai e continua pois o escondido do canto que se quer trilhar que se quer andarilhar é mais que saudade e é saudade mais que saudade boa pois é saudade apenas dessas destas daquelas outras que deixa a palavra bebada que nós faz beber da palavra e ficar bebadapalavra torta incerta prosa poesia ou sem lá o que que não se sabe o nome ou não se ousa dizer o nome e até se sabe e até se ousa pois se não tem ninguém p'ra perguntar pergunta-se assim mesmo a si mesmo e a resposta vem na forma de um girassol que diz algo que diz mal diz tudo que diz bem que diz e desdiz o que minha dança diz de muito e de mim e de ser e de ter talvez a ousadia de sonhar para além do esforço de sonhar para além do estorvo de sonhar para além do entorno que a gente leva por onde quer que queiramos por onde quer que estejamos por onde quer que pelejemos por onde quer que ninguém quer somente eu que só mente um pouco quando quer acreditar que o improvável é possível de realidades outras de realidades tantas de realidades mantras de realidades vastas de realidades castas e reais por serem humanas por serem ação por serem dança sem coreógrafo por serem canto sem maestro por serem trilha sem mapa por não serem tudo isso justamente porque é bússola que justamente ajusta a mente ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que a trilha que se fará é &lt;em&gt;ad&lt;/em&gt; &lt;em&gt;infinitum&lt;/em&gt; quando se tem sangue no olho quando se tem dança na carne quando se tem querença no coração ... Quando se tem, e temos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2869042615927010278-3507483127037727802?l=meucantotemtrilha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/feeds/3507483127037727802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2869042615927010278&amp;postID=3507483127037727802' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/3507483127037727802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/3507483127037727802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/2008/02/que-trilha-far-algum-ou-algo-andarilhar.html' title='De uma vez só. De uma vez, só'/><author><name>joubert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10940395552739298017</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_efLexswWFfQ/R1apOakvU9I/AAAAAAAAAAM/VDyzP3K7Yag/S220/Joubs_blogger.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2869042615927010278.post-7903912750902692686</id><published>2008-02-24T02:43:00.000-03:00</published><updated>2008-02-24T02:44:43.166-03:00</updated><title type='text'>Lema</title><content type='html'>Dançar diz. Dançar diz muito. Dançar diz muito de mim. Dançar diz muito do meu possível. Dançar diz muito do meu improvável. Dançar desdiz...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2869042615927010278-7903912750902692686?l=meucantotemtrilha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/feeds/7903912750902692686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2869042615927010278&amp;postID=7903912750902692686' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/7903912750902692686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/7903912750902692686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/2008/02/lema.html' title='Lema'/><author><name>joubert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10940395552739298017</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_efLexswWFfQ/R1apOakvU9I/AAAAAAAAAAM/VDyzP3K7Yag/S220/Joubs_blogger.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2869042615927010278.post-1976698992271373718</id><published>2008-02-08T15:11:00.000-03:00</published><updated>2008-02-09T10:46:01.663-03:00</updated><title type='text'>Exaustão (se) dá (em) palavras</title><content type='html'>Porque &lt;strong&gt;preguiça&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Falta de serotonina.&lt;br /&gt;Tenho &lt;strong&gt;de&lt;/strong&gt; correr,&lt;br /&gt;Do tipo Robson Caetano&lt;br /&gt;Só &lt;strong&gt;assim&lt;/strong&gt; todo dia&lt;br /&gt;Escrevo &lt;strong&gt;um pouco&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo e nenhum&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Todo&lt;/strong&gt; e ninguém&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ser linguístico&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Que dá palavras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou um exercício &lt;em&gt;fitness&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;De desígnios &lt;br /&gt;Que &lt;strong&gt;(se) dá (em) palavras&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É algo mais ou menos p'ra mais&lt;br /&gt;Ou p'ra menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exaustão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é preciso &lt;strong&gt;sofrer&lt;/strong&gt; muito p'ra escrever bem. É preciso precisar &lt;strong&gt;sofrer&lt;/strong&gt; muito e bem p'ra escrever muito e bem.  É preciso &lt;strong&gt;sofrer&lt;/strong&gt; muito p'ra meu bem escrever. É preciso escrever muito pra &lt;strong&gt;sofrer&lt;/strong&gt; bem. É preciso precisar escrever muito p'ra escrever bem, e &lt;strong&gt;sofrer&lt;/strong&gt;. É preciso escrever muito pra sofrer bem. É preciso escrever bem, muito p'ra &lt;strong&gt;sofrer&lt;/strong&gt;. É preciso escrever muito p'ra escrever bem e &lt;strong&gt;sofrer&lt;/strong&gt; muito pra &lt;strong&gt;sofrer&lt;/strong&gt; bem. É preciso escrever e precisar &lt;strong&gt;sofrer&lt;/strong&gt; muito pra escrever bem. Escrever é preciso, muito e/ou bem, com ou sem &lt;strong&gt;sofrer&lt;/strong&gt;, talvez. Pois é preciso escrever e &lt;strong&gt;sofrer&lt;/strong&gt; bem muito p'ra escrever muito e bem, muito bem, meu bem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque &lt;strong&gt;cansaço&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Falta de vitamina&lt;br /&gt;Tenho &lt;strong&gt;de&lt;/strong&gt; caminhar,&lt;br /&gt;Do tipo Forest Gump&lt;br /&gt;Só &lt;strong&gt;assim toda hora&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Trilho um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que &lt;strong&gt;é preciso&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sem feitios&lt;br /&gt;Contar &lt;strong&gt;cantos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Viver &lt;strong&gt;contos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Muito e bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Quem sai na chuva é &lt;strong&gt;p'ra (si) (se) deixar&lt;/strong&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2869042615927010278-1976698992271373718?l=meucantotemtrilha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/feeds/1976698992271373718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2869042615927010278&amp;postID=1976698992271373718' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/1976698992271373718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/1976698992271373718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/2008/02/exausto-se-d-em-palavrasmuito-e-bem.html' title='Exaustão (se) dá (em) palavras'/><author><name>joubert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10940395552739298017</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_efLexswWFfQ/R1apOakvU9I/AAAAAAAAAAM/VDyzP3K7Yag/S220/Joubs_blogger.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2869042615927010278.post-6105500765675561860</id><published>2008-01-31T10:01:00.000-03:00</published><updated>2008-02-01T18:30:35.056-03:00</updated><title type='text'>Grandes ações são anônimas</title><content type='html'>Se a grama do vizinho é mais verde e bonita, isso não é motivo para não enxergar beleza no entorno da minha. Mas se, de repente, essa grama verde e bonita corresse algum risco, importaria mais que a minha? Quer dizer, a grama do outro merece algo além de só uma quase inveja meio ultrajada de admiração duvidosa? Ou melhor, que tipo e grau de poder tenho, temos, sobre a vida dos outros, anonimamente? Se a oportunidade faz o ladrão, pode também fazer o caridoso (na falta de outra palavra). Mas tudo isso parece exercício de ficção, pois, de fato, não temos tanto poder sobre a vida dos outros. O que temos é a possibilidade de colocar ou tirar algo que resultará em aproximados e não nos exatos planejados. Já ouvi que o ápice do prazer da vingança está em arruinar a vida do outro-objeto sem este o saber, aí quando ele-este estiver na ruína, na lama, na merda, em qualquer pior-bem-pior, o então vingado chega e detalha todos os porquês, que nada foi tão por acaso quando pareceu, mas pura causalidade. Maquiavélico, né? Deve ter sido deste aqui, enfim. Agora penso que se a história fosse outra, d'outro jeito. No lugar da vingança, a bonança, a generosidade, mas que, ao final, nada fosse dito, nem revelado. Ações más tem consequências, sabemos, mas as boas são as maiores, cuja grandiosidade vem do anonimato. E, num dia qualquer, num dia pós tudo isso que uma ação boa e anonima fez, faz, o benfeitor se depara com uma dedicatória para "um homem bom". Passa no caixa, compra o livro. O vendedor pergunta p'ra quem. Anonimamente, ele responde: "é p'ra mim". E a vida (dos outros e a dele) continua. De outro modo, de uma maneira providencialmente humana, com honrarias que só eles dois podem e devem saber, e ninguém mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que a graça é outra, também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: A ficção tem o poder de lançar olhar novo para trilhas sofridas de cantos distantes. Pois ajuda a reelaborar atrocidades de outrora, bem mais que só amenizar  ...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2869042615927010278-6105500765675561860?l=meucantotemtrilha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/feeds/6105500765675561860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2869042615927010278&amp;postID=6105500765675561860' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/6105500765675561860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/6105500765675561860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/2008/01/grandes-aes-so-annimas.html' title='Grandes ações são anônimas'/><author><name>joubert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10940395552739298017</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_efLexswWFfQ/R1apOakvU9I/AAAAAAAAAAM/VDyzP3K7Yag/S220/Joubs_blogger.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2869042615927010278.post-1936092900664183025</id><published>2008-01-28T00:29:00.000-03:00</published><updated>2008-01-28T09:11:56.282-03:00</updated><title type='text'>Imagem justa</title><content type='html'>Sempre arranjo um pretexto pra ter uma idéia. São muitas, diárias, horárias. São tantas, urgentes, virulentas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Idéias é algo bom. Revigora a mente, desenvelhece o corpo. Remetem a sonhos, anseios, desejos, querenças, genialidades, pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendi, há pouco tempo, - ou até soubesse, mas foi há pouco tempo que me dei conta - que os bons sonhos, anseios, desejos, que as boas querenças, genialidades, pessoas são as que sobrevivem, permanecem, continuam nesse mundo por demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que tenho feito nesse um ano é tudo isso e mais um pouco, um pouco menos, menos um pouco, mais ou menos tudo isso. De uma pré-dança virou pretexto pra ser proto-pré-literária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui. Um canto de fazeres. Uma trilha de saberes. Enconderijo de saudades. Transversal, entrecortado, multifacetado, déficit, superávit, tangente, tingente, versado, prosado. Aqui, divã incidental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis a imagem que lhe (me) parece justa pra o que (quem) dança nas (in)tempéries.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2869042615927010278-1936092900664183025?l=meucantotemtrilha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/feeds/1936092900664183025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2869042615927010278&amp;postID=1936092900664183025' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/1936092900664183025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/1936092900664183025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/2008/01/imagem-justa.html' title='Imagem justa'/><author><name>joubert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10940395552739298017</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_efLexswWFfQ/R1apOakvU9I/AAAAAAAAAAM/VDyzP3K7Yag/S220/Joubs_blogger.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2869042615927010278.post-236295079956725828</id><published>2008-01-21T20:11:00.000-03:00</published><updated>2008-01-21T20:43:50.605-03:00</updated><title type='text'>Poema torto de uma prosa incerta</title><content type='html'>Primeira tentativa:&lt;br /&gt;Cantar o não vivido&lt;br /&gt;é também uma forma de dançar&lt;br /&gt;o improvável&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda tentativa:&lt;br /&gt;Trilhar o não desejado&lt;br /&gt;é também uma forma de cantar&lt;br /&gt;o intocável&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceira tentativa:&lt;br /&gt;Dançar o não pensado&lt;br /&gt;é também uma forma de trilhar&lt;br /&gt;o impronunciável&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aspas, por favor&lt;br /&gt;Sinto que essas palavras não são&lt;br /&gt;minhas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aspas, por obséquio&lt;br /&gt;Não sinto essas palavras&lt;br /&gt;minhas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarta tentativa:&lt;br /&gt;Talvez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2869042615927010278-236295079956725828?l=meucantotemtrilha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/feeds/236295079956725828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2869042615927010278&amp;postID=236295079956725828' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/236295079956725828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/236295079956725828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/2008/01/poema-torto-de-uma-prosa-incerta.html' title='Poema torto de uma prosa incerta'/><author><name>joubert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10940395552739298017</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_efLexswWFfQ/R1apOakvU9I/AAAAAAAAAAM/VDyzP3K7Yag/S220/Joubs_blogger.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2869042615927010278.post-8937982792851096744</id><published>2008-01-08T14:04:00.000-03:00</published><updated>2008-01-15T22:11:09.990-03:00</updated><title type='text'>O filho do seu Quinquim</title><content type='html'>&lt;p&gt;Ele tinha 65 anos.&lt;br /&gt;E reviveu aos 60.&lt;br /&gt;Mas morreu aos 25.&lt;br /&gt;Filho do seu Joaquim-Quinquim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morreu sim. De tristeza, poderia dizer. Daquelas que abatem qualquer mente jovem. Porém, diferente das de hoje, um pouco igual, confesso, mas um pouco bem diferente, idem. Sua fantasia não dependia da programação da televisão. Não tanto, já que se percebeu jovem, exatamente no ano de 58. Queria ser músico, mas, de certo, nasceu boêmio. Tocador de violão e cavaquinho. Ouvia muito rádio. Aprendeu de ouvido. Tentou ensinar ao filho que ainda viria a nascer, bem lá depois, mas foi em vão. Cultivava um bigode, costeletas e desejos. Cabelos ondulados, voz grave. Noivou cedo, mas casou só bem na frente, com outra. Via-se no espelho sempre que podia. Sensibilidade camuflada. Homem pra dedéu, dizia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era o mais velho dos irmãos. Oráculo. Logo novo, já aprendera a ganhar dinheiro. Fez pequena fortuna. Mas casamento, nem pensar. Por enquanto não. Era do tipo ainda-não-chegou-a-hora, mesmo já noivo, como falei. Ajudava a todos, homem de bom coração. Só não ajudou muito a si mesmo. Talvez, por isso, era mascate, do tipo moderno, não pós. Manaus, Teresina, Fortaleza, Aracajú, Feira de Santana, Salvador, São Paulo. Tipo Seu Quequé, pouco provável. Só suspeitas. Acreditava que iria enriquecer pelo comércio, lidando com gente. Gostava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E muito, de lidar com gente. E lidou sim. Mas não juntou tanto, só o suficiente para uma juventude com ares lúdicos de prosperidade. Nunca matou ninguém, a não ser de raiva. Era teimoso demais. Porém, sabia de quem já havia matado gente. Um caso somente. Foi algo não premeditado, mas que lhe tirou algumas noites de sono. Pois acreditava no mundo melhor. Tanto acreditava que pretendia ter filhos. Eles vieram, bem depois: três. Um deles, sua cópia e quem o levaria na frente, de mãos dadas. O outro era o do cavaquinho,  o que não quis aprender. Dois mais uma, eis a princesinha. Era como ele a chamava, ela que lhe daria dois netos, lá bem depois, um casal com diferença de três anos. Mas só conhecera o meninozinho, neto primogênito. A outra, só a vontade, só a lembrança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recém esposo, vendia de porta em porta, mas depois arranjou um ajudante. De bicicleta, fazia as cobranças. E ele, o filho do Joaquim, só pra lembrar, ficava em casa calculando os prejuízos. Dinheiro dá essa sensação de poder, o dos cálculos. Não à toa, a meninada de três – a princesinha, o que não aprendeu a tocar cavaquinho e o que era a cópia dele – adorava brincar de banco no quarto do quintal. Homem pra algumas sortes, também jogava e trabalhava no jogo do bicho para manter essa sede de lidar-com-gente. Ganhou pouco dinheiro, mas o que ganhou mesmo foi uma loteria para administrar. Uniu o útil ($) ao agradável (#). Era no nome da esposa, professora das boas, dessas pra vida toda. Mas quem mandava mesmo era ele. Pelo menos ela o fazia acreditar nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mandava, tinha boas intenções. Mas fez muita merda. O filho do meio, o mais sonhador, foi o que mais sofreu. E o que mais aprendeu. Era o oposto dele, um suplício pra um homem que se via no espelho sempre que possível. Depois viria a admirar esse filho do meio, o oposto. Quase tarde demais, pois a vida tratou de colocá-los juntos oito meses antes. Por isso, gostava de ir à igreja pra agradecer. Por tudo e por nada. Habituou-se. Sempre no domingo, às sete da noite. Todos arrumados, ele principalmente. Antes, quase ao meio-dia, levava a família para comer churrasco de carne e queijo coalho na brasa. Sentia-se feliz, o provedor. Ouvia música religiosa, dessas que apazigua o coração, aquieta a mente. Ou seria o contrário? Não era carinhoso. Ops, era sim, só ao jeito dele. Tapinha nas costas, passava a mão nos cabelos dos filhotes, assanhando-os, e um beijo na testa da matriarca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele a respeitava, mas quem gritava alto era ele. O homem da casa. Um cão que só ladrava. Lição de moral mesmo era assunto de mãe. Mas batia sim, menos na menina. Corretivo era pros meninos, assunto dele. No que era seu oposto, surra das boas. No caçula, mão leve e bajulação madalena-arrependida pelo que fazia com o do meio. Queria filhos varões, mas mudou de idéia quando perdeu os dois. Um na vida, outro na morte. Já se preparara pra isso, de certa forma. Tanto que gostava de guardar recortes de jornal. Coisas boas e ruins da vida, naturalizadas nesse hábito secreto. Ilusão de capturar a realidade que sempre escapava das suas mãos. Não a entendia, mas, pra isso, a punha na ordem que queria. Diagramava a realidade. Fazia efeito. Ficava bem humorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois quando se casou, já passava dos quarenta. O filho do seu Joaquim-Quinquim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Conto também é canto, também é trilha&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2869042615927010278-8937982792851096744?l=meucantotemtrilha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/feeds/8937982792851096744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2869042615927010278&amp;postID=8937982792851096744' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/8937982792851096744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/8937982792851096744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/2008/01/o-filho-do-seu-quinquim.html' title='O filho do seu Quinquim'/><author><name>joubert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10940395552739298017</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_efLexswWFfQ/R1apOakvU9I/AAAAAAAAAAM/VDyzP3K7Yag/S220/Joubs_blogger.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2869042615927010278.post-6446380702830348456</id><published>2008-01-02T20:05:00.000-03:00</published><updated>2008-01-03T16:04:30.794-03:00</updated><title type='text'>A incerteza de cada novo dia</title><content type='html'>A trilha do ano novo findou em vermelho.&lt;br /&gt;Iniciou-se azul, Farol de expectativas boas.&lt;br /&gt;Há algum sentido nisso, certa previsão, certa provisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Permiti-me ser ritualistico: rosa na mão, pensamento fundo e foco no pedido, o ato de jogá-la como oferenda ao mar. Pés molhados a contra gosto, mas sem estresse. Botou o pé em areia é pra se molhar. Paráfrase. Abraços menos figurativos, abraços de verdade é o que foram. Parecido com a virada de 6 pra 7, também na praia, com amigos em volta, desconhecidos no entorno. Outra orla, sentimentos semelhantes. Mas alguma coisa foi diferente, sinto, sei. Pareceu diferente. Um diferente igual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos.&lt;br /&gt;Esse ano passei a virada mais feliz com a minha maturidade. Uma inquietude serena, uma serenidade inquieta. Até filosofei com uma baiana a cerca dos abarás e acarajés da minha vida em Salvador. Disse ela, os abarás pequenos são os melhores. Acreditei e comprovei, mas logo retornei ao meu momento ano novo. Isso, maturidade de ver que as coisas estão melhores, justamente por elas estarem sendo vividas, e não só planejadas como outrora. Claro, há pendências, sempre haverá alguma. Não é o simples passar de um ano pro outro, em um dia pro outro que as coisas mudam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois, como disse, todo dia é dia de ano novo. Se não disse, digo agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então fui ao encontro do amado in process, in progress. Trânsito. Boina xadrez. Tênis verde-amarelo. Camisa branca. Cinto azul com vermelho. Expectativa boa, have a good time together. E a maldita frase, ouvida na recepção - "estamos entre amigos" - que, mal-compreendida, não me livrou de um incômodo: a canalhice de alguém que se estava quase gostando, de um quase namoro. A canalhice me fez ver isso, paradoxalmente, pois ao ver, constatar, rejeite-a, -o.  De encontro a.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paradoxal mesmo. Aí, o que fazer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Batida no ombro, um adeus improvisado com o dedo polegar, uma cerveja de saideira (pra manter a pose) e olhos vermelhos na parada de ônibus. Uma hora pra chegar em casa: caminho errado, mas consertado por um citytour-divã-azul-das-6-da-matina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amigo meu disse que fui trouxa. Ele já é um descrente. Antes do fato, uma amiga disse pr'eu investir. Ela, uma romântica realista. O que sei - eu, algo entre os dois - é entrei o ano na real, quer dizer, vivendo, colocando-me à prova. Fui, voltei, vim. Fiz escolhas. Ação tem consequências. Mar, promessas, sorrisos, amigos, lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o dia raiou pra me dizer tudo isso de outra forma. Sem máscaras, sem fantasias. Queira ou não queira, a incerteza acaba sendo a melhor parte da história de cada novo dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2869042615927010278-6446380702830348456?l=meucantotemtrilha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/feeds/6446380702830348456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2869042615927010278&amp;postID=6446380702830348456' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/6446380702830348456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/6446380702830348456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/2008/01/incerteza-de-cada-novo-dia.html' title='A incerteza de cada novo dia'/><author><name>joubert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10940395552739298017</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_efLexswWFfQ/R1apOakvU9I/AAAAAAAAAAM/VDyzP3K7Yag/S220/Joubs_blogger.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2869042615927010278.post-774264760603502978</id><published>2007-12-05T09:59:00.001-03:00</published><updated>2007-12-05T10:11:52.901-03:00</updated><title type='text'>Antes que seja tarde (se já não for)</title><content type='html'>Quase dois meses sem escrever. Intervalo de muitas trilhas. Fui, voltei, fui de novo, retornei. Decidi por mim e pelos outros. Meu canto em vários outros (e queridos) cantos, eis o motivo. Passar para o outro lado. Atravessar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse entre, exercitei o básico, o viver com pouco, meio hippie, meio monge. Exercitei as pequenas coisas, como olhar o entardecer e rir de uma chuva de gelo. De me confundir no falar em público e, ao mesmo tempo, achar tudo patético. Mania de ter opinião. Isso é bom, disse uma amiga. Mas ser feliz tendo não só uma, mas várias opiniões. Compartilhadas e transitórias. Pois o mundo intimida a gente, e a gente, não por menos, intimida o mundo também. De fato, não estamos preparados, nem ele. E encarar o desafio parece, muitas vezes, loucura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja o charme dos trinta anos gritando ou a baianidade fincando seus orixás n'alma. O que sei e sinto é uma sensação de desapego de há tempos. Desapego que não é indiferença, mas o constatar que, se precisamos de pouco, esse pouco é viver o básico, que não é ser mediocre, mesmo sabendo que viver também é saber lidar com nossas mediocridades quando autoconscientes, se é possivel. Isso, viver o simples, e não simplório, é se tocar de que precisamos de muito pouco, mas um pouco que é muito. Acordar com o sol no rosto, tomar um café na varanda, ver de cima as pessoas e suas rotinas, andar cedinho comendo pão feito criança, conversar com o mar e com o vento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, tentando essa simplicidade serena e inquieta, que tenho, me disseram, mas que não era tão consciente, enfim, tentando ser esse simples-sereno-inquieto, o complicado vira complexo e já é possível vislubrar coisas boas ainda por acontecer. Pra mim é. E de novo o jardim, e de novo a angustia de não ter tantas convicções, e de novo a nostalgia de amores mal vividos, e de novo... De fato, carregamos no corpo as lembranças de outrora, corpo que é mente pensante. Escrevemos com o corpo, disse Clarice, ele diz muito de nós, desapercebemos. E de novo, algo me diz algo, não um girassol, mas uma dúzia de flores (e brotos) do campo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo como entender meu canto nos outros (e queridos) cantos por onde trilhei esses dias. Vi nos outros o exercicio da generosidade, da confiança, de ver que o melhor canto pra vivermos é aquele que é aberto para todos. Um canto que podemos entregar a chave pro outro sem receios. Tome, ele também é seu, fique à vontade, ele é nosso. Mas tome cuidado. Que nem as coisas do coração. Assumir de verdade os amores e, de verdade, eles acontecerem, serem viáveis, tornarem viáveis. Confesso, essa chave ai sou duro de entregar, não tanto quanto outrora. Ainda não tive alta, mas consideravel melhora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se escrevendo agora, constato que minha escrita é prolixa, não menos é minha vida. Faço algo já colocando em cheque esse algo, neurótico talvez. Ou mesmo, ficar que nem cachorro atrás do próprio rabo, doido de pedra, teimoso. Bingo, talvez seja isso: um cachorro correndo atrás do próprio rabo até que alguém chegue e o pegue nos braços, dê a ele um pouco de atenção. Mas será que isso resolve ou correr atrás do próprio rabo é procurar o improvável em nós mesmos? Lombra pouca é bobagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante disso, fiz assim. Relendo o que acabei de escrever, algumas palavras teimaram na minha mente. Hora do divã: &lt;em&gt;entardecer, chuva de gelo, café na varanda, janela, jardim, convicções, chaves, cachorro, improvável&lt;/em&gt;. Pois o que fica é isso mesmo, um pouco que é muito, um dia que precisa amanhecer, uma tarde que precisa entardecer, uma noite que precisa anoitecer. E um mundo que precisa se humanizar nos detalhes. Antes que seja tarde, se já não for.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: &lt;em&gt;"... o perto da janela, porque tem olhos profundos..."&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2869042615927010278-774264760603502978?l=meucantotemtrilha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/feeds/774264760603502978/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2869042615927010278&amp;postID=774264760603502978' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/774264760603502978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/774264760603502978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/2007/12/antes-que-seja-tarde-se-j-no-for.html' title='Antes que seja tarde (se já não for)'/><author><name>joubert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10940395552739298017</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_efLexswWFfQ/R1apOakvU9I/AAAAAAAAAAM/VDyzP3K7Yag/S220/Joubs_blogger.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2869042615927010278.post-4773201787830514266</id><published>2007-09-24T17:01:00.000-03:00</published><updated>2007-09-24T17:16:17.942-03:00</updated><title type='text'>E se fez (faz) dança...</title><content type='html'>Meu canto é um exílio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha trilha, um trava-língua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço-dizendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois quando danço,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;meu corpo se autobiografa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Na VI Bienal Internacional de Dança do Ceará, de 20 a 28 de outubro. Entre otras cositas...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2869042615927010278-4773201787830514266?l=meucantotemtrilha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/feeds/4773201787830514266/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2869042615927010278&amp;postID=4773201787830514266' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/4773201787830514266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/4773201787830514266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/2007/09/e-se-fez-faz-dana.html' title='E se fez (faz) dança...'/><author><name>joubert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10940395552739298017</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_efLexswWFfQ/R1apOakvU9I/AAAAAAAAAAM/VDyzP3K7Yag/S220/Joubs_blogger.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2869042615927010278.post-3900849765553319809</id><published>2007-06-27T00:19:00.000-03:00</published><updated>2007-06-27T19:15:22.194-03:00</updated><title type='text'>O poder do adjetivo</title><content type='html'>Palavra que modifica, que indica qualidade. Adjetivo.&lt;br /&gt;Já ouvi algumas vezes que não sou bonito, mas gostoso.&lt;br /&gt;Que nem sorvete?&lt;br /&gt;Ontem mesmo questionaram a palavra "rejeitado".&lt;br /&gt;Precisava ser justificada.&lt;br /&gt;Lembrei do Gilmar (isso, o de Carvalho) e o mito da rejeição do cearense.&lt;br /&gt;Minha sobrinha, Ana Beatriz, acha que todo mundo é bobo ou jacaré.&lt;br /&gt;Claro, quem discorda dela.&lt;br /&gt;E jacaré é adjetivo? Pra ela sim.&lt;br /&gt;Eu é que não vou duvidar, nem me atrevi.&lt;br /&gt;Ela tem três anos. Eu, vezes 10.&lt;br /&gt;Sabe o que faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adjetivo é ação.&lt;br /&gt;Para tanto, ruminar ou ficar sem.&lt;br /&gt;Ponderar ou deixar vir. Ponderar, certamente, não tem muita graça.&lt;br /&gt;Por exemplo, que dia com razoável luminosidade, ou que casa tão corroída pelo tempo, ou que vestido de corte cuidadoso. Foi-se a poética, que tem a ver com a nossa percepção do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adjetivar é isso, denuncia!&lt;br /&gt;Melhor, revela a gente.&lt;br /&gt;Vai, bate e volta.&lt;br /&gt;Pois estamos, sim, naquilo que colocamos o (um) adjetivo.&lt;br /&gt;Somos adjetivo. Deixar ele vir tem seu lado bom.&lt;br /&gt;Sem feitio. Sem querer saber nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou só com algum.&lt;br /&gt;Bom lembrar do terapêutico nessa minha lorota.&lt;br /&gt;Presença forte dos adjetivos de baixo corpo.&lt;br /&gt;Depreciam. São as faces más de nós mesmos.&lt;br /&gt;Pois poética é também algo ruim.&lt;br /&gt;Agora com mais feitio, mas sem exemplos.&lt;br /&gt;Prefiro um poema com dois adjetivos.&lt;br /&gt;Como esse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Um dia me chamaram &lt;em&gt;primitivo&lt;/em&gt;:&lt;br /&gt;Eu tive um êxtase.&lt;br /&gt;Igual a quando chamaram Fellini de &lt;em&gt;palhaço&lt;/em&gt;:&lt;br /&gt;E Fellini teve um êxtase". (M.B.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verbo e substantivo tem sua força, sei.&lt;br /&gt;Mas adjetivo é também um saber que conta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2869042615927010278-3900849765553319809?l=meucantotemtrilha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/feeds/3900849765553319809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2869042615927010278&amp;postID=3900849765553319809' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/3900849765553319809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/3900849765553319809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/2007/06/o-poder-do-adjetivo.html' title='O poder do adjetivo'/><author><name>joubert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10940395552739298017</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_efLexswWFfQ/R1apOakvU9I/AAAAAAAAAAM/VDyzP3K7Yag/S220/Joubs_blogger.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2869042615927010278.post-1638456693010206038</id><published>2007-05-28T23:34:00.000-03:00</published><updated>2007-05-29T00:56:31.287-03:00</updated><title type='text'>Um girassol me diz algo mais</title><content type='html'>Enquanto muitos, talvez quase todos, vivem no mundo do rio ou do mar, eu, certamente alguns poucos, vivo, vivemos no mundo da ponte. Ponte aérea, ponte-porto. Se digo que muitos estão no rio ou no mar, não quero dizer que a travessia foi feita, talvez nunca tenha sido realizada. O outro lado ou esse. O entre é perigo. Interstício que é condição universal, como a solidão. Ambos amedrotam. Parece que não a mim. Talvez um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estar em exílio tem dessas. É experenciar a travessia, que não é necessariamente busca por algo ou alguém. Vale lembrar do vento. Vento de travessia. Deixar-se levar. É também viver o rio. Calmaria aparente. Outro gosto. Outro custo. Deixo me levar. E o mar, idem. Desatino sedutor. Me leva contigo. Não há luta. Ponte, rio, mar. Travessia, amor, paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou sim na ponte, sabemos. E na janela, um girassol (e quatro brotos) me diz(em) algo mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2869042615927010278-1638456693010206038?l=meucantotemtrilha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/feeds/1638456693010206038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2869042615927010278&amp;postID=1638456693010206038' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/1638456693010206038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/1638456693010206038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/2007/05/um-girassol-me-diz-mais.html' title='Um girassol me diz algo mais'/><author><name>joubert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10940395552739298017</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_efLexswWFfQ/R1apOakvU9I/AAAAAAAAAAM/VDyzP3K7Yag/S220/Joubs_blogger.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2869042615927010278.post-7679978279130366054</id><published>2007-04-19T02:01:00.000-03:00</published><updated>2007-05-28T11:08:09.369-03:00</updated><title type='text'>Dormindo (com) minhas dores</title><content type='html'>O que é um homem sem convicções senão um homem em busca de convicções. Me sinto assim pois percebo que muitos outros as têm, pelo menos parecem ter. Eu não. Vivo atrás dessas convicções, não pra tê-las, mas para poder acreditar que elas são viáveis para a minha pessoa, para as minhas angústias. Mesmo assim, hoje me vejo necessitando de certas, algumas ou poucas, convicções, estas para encarar o mundo lá-aí fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, é justamente esse fora que se torna o entrave. Fora sim e também, mas dentro principalmente. Ou seja, aquilo que somos e aquilo temos de ser - parecer e ser, coexistentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que sou: um sonhador perigoso.&lt;br /&gt;O que pareço ser: um realizador destemido.&lt;br /&gt;O que gosto: de tentar/poder ser eu's, mesmo sem saber o que sou realmente.&lt;br /&gt;O que pareço gostar: das pessoas, por acreditar demais nelas me revolvo, me recolho no primeiro sinal de perigo.&lt;br /&gt;O que pretendo: dormir tranquilo com meus sonhos realizados.&lt;br /&gt;O que pareço pretender: dominar o mundo.&lt;br /&gt;Quem eu pareço admirar: meus amigos, inclusive minha mãe.&lt;br /&gt;Quem eu admiro: meus amigos, inclusive minha mãe, em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iniciei essa confissão dizendo que sou um homem sem convicções, o que realmente não o é, podemos, posso concluir. É que numa tarde, pós dez horas seguidas de sono, me inquieto por querer que umas horinhas destas sequer fossem viáveis para o mundo aqui fora. Não falo de perversões, insisto nas convicções ali sonhadas e desejáveis-ser-viáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Idealista barato, sim o sou. Barato-mediocre, não barato-alguns-tostões. E olha que meu colchão de dormir é o pior que alguém possa imaginar. Já pensou se fosse um dos bons, na medida da minha necessidade de dormidor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá vem o trocadilho - dormidor, dormir as dores. Durmo minhas dores como alguém que idealiza demais e tem de lidar com isso, algo humanamente impossivel, quero dizer, humanamente impossível no tempo hábil que o dito nosso tempo exige. Não quero estar nessa, mesmo estando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, Elis Regina, Maria Bethânia, Caio Fernando Abreu e, essencialmente, Manoel de Barros (que descobri recentemente) são minhas atuais boas companhias. Com eles tenho conversado, com eles tenho dormido. Espero dormir o suficiente-necessário-possível. E sobreviver para contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, já estou contando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: "Tenho um senso apurado de irresponsabilidades".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2869042615927010278-7679978279130366054?l=meucantotemtrilha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/feeds/7679978279130366054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2869042615927010278&amp;postID=7679978279130366054' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/7679978279130366054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/7679978279130366054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/2007/04/dormindo-com-minhas-dores.html' title='Dormindo (com) minhas dores'/><author><name>joubert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10940395552739298017</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_efLexswWFfQ/R1apOakvU9I/AAAAAAAAAAM/VDyzP3K7Yag/S220/Joubs_blogger.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2869042615927010278.post-3957190746148473457</id><published>2007-03-28T00:28:00.000-03:00</published><updated>2007-03-28T00:48:14.665-03:00</updated><title type='text'>De canto...</title><content type='html'>Quero hoje cantar.&lt;br /&gt;De canto, curtir meu canto.&lt;br /&gt;Ficar no canto e sonhar um pouco.&lt;br /&gt;Nele me reconheço. Nele conheço o desconhecido.&lt;br /&gt;Canção silenciosa que é trilha. Soundtrack.&lt;br /&gt;Caminhos escondidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficar no canto não é ruim não.&lt;br /&gt;Nem escanteio. Nem ser deixado de lado.&lt;br /&gt;É outra coisa.&lt;br /&gt;Digo mais, é melhor que espelho no teto.&lt;br /&gt;Vemos-nos e não nos vemos.&lt;br /&gt;Daí a graça.&lt;br /&gt;A cada momento, descobrimo-nos.&lt;br /&gt;Narciso debaixo d'agua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manoel de Barros já diz:&lt;br /&gt;"Palavras tem de adoecer de mim para ficar mais saudáveis".&lt;br /&gt;Cazuza canta ao meu ouvido:&lt;br /&gt;"A tristeza é uma forma de se encontrar".&lt;br /&gt;E minha mãe arremata:&lt;br /&gt;"Fiquemos bem, cada um no seu bem, meu filho".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é. Num mundo onde a solidão é condição universal, o que resta é decorar - de saudade - o meu cantinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2869042615927010278-3957190746148473457?l=meucantotemtrilha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/feeds/3957190746148473457/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2869042615927010278&amp;postID=3957190746148473457' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/3957190746148473457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/3957190746148473457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/2007/03/de-canto.html' title='De canto...'/><author><name>joubert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10940395552739298017</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_efLexswWFfQ/R1apOakvU9I/AAAAAAAAAAM/VDyzP3K7Yag/S220/Joubs_blogger.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2869042615927010278.post-7438663827095431780</id><published>2007-03-15T01:37:00.000-03:00</published><updated>2007-03-15T01:45:33.636-03:00</updated><title type='text'>Ferida viva</title><content type='html'>Eu sei de tudo na minha ferida viva. Sei também que o horizonte distante não o é tanto quando imaginava. Sou o mesmo, sinto, ainda como outrora. Mas algo mudou, sei disso. Pois disseram que a maturidade tem seu charme. No meu caso, charme mimado. Autista em mim mesmo, isso sim. Pleonasmo fatídico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o novo sempre vem, me perco na minha consciência juventude. Os sonhos estão se tornando realidade, mas ainda a troca é pouca. Prefiro o casulo, mesmo últimamente sendo borboleta. Ou melhor, passarim que adora voar, porém tem no ninho o porto dito seguro. Que bom seria ter um amor pra embriagar e sonhar. E de volta, uma fé que perdi, pois a fé não custuma faiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corrijo, não sei tudo na minha ferida viva. O horizonte é simulado, por isso, às vezes parece distante, outras vezes não. Não sou o mesmo, confesso, nem como outrora. Nem tudo mudou também. A maturidade tem sim um pouco de charme. No meu caso, charme angustiado. Esquisofrenia fingida, um não em mim mesmo. Hipérbole cega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois se eu quiser falar com Deus, tenho de ficar a só. E calar a voz. Esforço para encontrar a (uma) paz pra poder continuar ante os confrontos e a necessidade (precisão). Permanência é a meta. Permanência humamamente possível para o viver ser viável. Sem virar cão, sem lamber o chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cordas pra segurar. Por enquanto, só pés dançantes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2869042615927010278-7438663827095431780?l=meucantotemtrilha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/feeds/7438663827095431780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2869042615927010278&amp;postID=7438663827095431780' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/7438663827095431780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/7438663827095431780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/2007/03/ferida-viva.html' title='Ferida viva'/><author><name>joubert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10940395552739298017</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_efLexswWFfQ/R1apOakvU9I/AAAAAAAAAAM/VDyzP3K7Yag/S220/Joubs_blogger.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2869042615927010278.post-8102897060663509105</id><published>2007-03-02T00:23:00.000-03:00</published><updated>2007-03-03T16:45:14.030-03:00</updated><title type='text'>Assim sim</title><content type='html'>Eu vivo assim.&lt;br /&gt;Eu trilho assim.&lt;br /&gt;Eu canto assim.&lt;br /&gt;Enfim.&lt;br /&gt;Eu trilho um canto improvável.&lt;br /&gt;Eu me perco no não cantado vivido.&lt;br /&gt;Eu vivo o não vivido cantado.&lt;br /&gt;Enfim.&lt;br /&gt;Eu. Canto. Trilho. Trilha. Improvável.&lt;br /&gt;Enfim.&lt;br /&gt;Eu canto o não vivido para trilhar o improvável.&lt;br /&gt;Assim sim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2869042615927010278-8102897060663509105?l=meucantotemtrilha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/feeds/8102897060663509105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2869042615927010278&amp;postID=8102897060663509105' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/8102897060663509105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/8102897060663509105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/2007/03/assim-sim.html' title='Assim sim'/><author><name>joubert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10940395552739298017</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_efLexswWFfQ/R1apOakvU9I/AAAAAAAAAAM/VDyzP3K7Yag/S220/Joubs_blogger.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2869042615927010278.post-7469105211042934673</id><published>2007-02-06T14:13:00.000-03:00</published><updated>2007-02-06T15:10:07.748-03:00</updated><title type='text'>O que fomos. O que seremos?</title><content type='html'>[Para ler ouvindo "Paciência", de Lenine]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo. E outro. O tempo... A vida... Experenciamos coisas. Confrontos. Refletimos sobre. Adaptação. Nos reconhecemos diferente. Continuidade. Um não que recebi. Um talvez que ficou no ar, sem decisão. Um sim que nunca chegou, só três letrinhas. E quando chegaram, "soaram" mais como arrependimento - coisas minhas, talvez ninguém queira ouvir. Dizem que os mortos não retornam. Mas de uns tempos pra cá, tenho repensado isso. Mortos não, corrijo: paixóes-amores ou sei-lá-o-que. Frase escrita de caneca bic em um lenço branco. Um fita cassete preta com músicas de lá, não de cá. As atitudes comprovaram o contrário. Nãos que recebi. Bem mais foram os talvezes. Mas sobrevivi e toquei o barco. Estou à deriva. Junto comigo, desencontros ou algo-que-não-tinha-de-ser. Mesmo? Dificil responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado da rua, pessoas que, outrora, tentei amar agora acenam com a mão. A metáfora é pessima. Fica menos ruim quando digo que viro o rosto ao perceber o aceno? Não sei. Sinto-me como aquele livro bom esquecido no sotão ou numa caixa velha, todo empueirado, e que do nada é relembrado. Ou melhor, uma pedrinha miudinha de aruanda. Paradoxo decorado de saudade. Nostalgia. Inocência perdida. Vem aquela sensação estranha de um amor não-vivido. Mal-vivido. Amor líquido. Quando olho em volta, vejo marcas, tentativas, noites de solidão. Mas um dia eu volto. E digo, eles estão voltando. O que fazer? Ir de ou ao encontro? Eu-o-mesmo alimentaria. Eu-outro não, it's over. Ser mediano é uma virtude, disse algum filósofo. Mas como ser virtuoso quando o assunto é falar do hipotético? E pior, quando se constata ser um falso problema? Ou, entao, lembrar de como foi lindo sentir e ter consciência de ter sentido? Sentimento. Emoção. Distinções. O eterno retorno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a decisão de que, talvez, temos de deixar pra trás a pessoa que fomos para, talvez, nos tornamos a pessoa que seremos. Talvez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: "A saudade é dor pungente".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2869042615927010278-7469105211042934673?l=meucantotemtrilha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/feeds/7469105211042934673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2869042615927010278&amp;postID=7469105211042934673' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/7469105211042934673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/7469105211042934673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/2007/02/o-que-fomos-o-que-seremos.html' title='O que fomos. O que seremos?'/><author><name>joubert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10940395552739298017</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_efLexswWFfQ/R1apOakvU9I/AAAAAAAAAAM/VDyzP3K7Yag/S220/Joubs_blogger.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2869042615927010278.post-5307025176894869043</id><published>2007-01-27T19:33:00.000-03:00</published><updated>2007-01-27T19:34:47.000-03:00</updated><title type='text'>Gênese</title><content type='html'>2006-MAR-06. Eu vou lá, que ANDAR É RECONHECER. It’s not easy! Keep and coming, keep and coming. DANCE WITH ME, SLOW! I need some wine and you,you need to be nicer. CANSEI DE SER SEXY. Saia do mar, minha sereia, saia mar, venha brincar na areia. blá blá blá blá blá blá blá blá blá. THIS ALL THE PROMISSES I CAN KEEP. Meu cabelo é marombado, só botar banha de cheiro. CHORAR POR VOCÊ PRA QUÊ? Fico tão leve que não levo padecer. QUANDO É NOITE DE LUA EU SAIO PRA MEDITAR. LARAJEIRA É LIMA,LARANJA LIMA LIMÃO! Toda pessoa tem um cantinho escondido decorado de saudade. Me diz qual é a graça de saber o fim da estrada quando se parte rumo ao nada. FOR TODAY,I AM A CHILD, FOR TODAY, I AM A BOY. Toda cura para todo mal tá no hipoglós, no merthilate, sonrisal. POUR QUE L’AMOUR ME QUITTE. Que a SORTE é preciso tirar pra ter. Quem têm a paz como meta, quem quer um pouco de paz. SIM, SÃO TRÊS LETRINHAS, FÁCEIS DE DIZER, DITAS POR VOCÊ. Eu não estava lá, mas eu vi. 2006-DEZ-04.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Vou buscar alguém que eu não sei quem sou...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2869042615927010278-5307025176894869043?l=meucantotemtrilha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/feeds/5307025176894869043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2869042615927010278&amp;postID=5307025176894869043' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/5307025176894869043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2869042615927010278/posts/default/5307025176894869043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meucantotemtrilha.blogspot.com/2007/01/gnese.html' title='Gênese'/><author><name>joubert</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10940395552739298017</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_efLexswWFfQ/R1apOakvU9I/AAAAAAAAAAM/VDyzP3K7Yag/S220/Joubs_blogger.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
